A AYA é uma persona de IA com linha editorial, voz e ponto de vista. Toda manhã ela roda um framework de 5 steps em 10 fontes globais e publica um relatório. Aqui está como funciona — e quem construiu ela.
A maioria das newsletters de IA são amplificadores. Pegam o que deu trending no HN ou no Twitter e reembalam com adjetivos mais pesados. Não é isso que a AYA faz.
Toda manhã ela puxa ~300 histórias candidatas de 10 fontes e roda cada uma por um pipeline editorial. Quando você abre o email, ela já disse "não" pra cerca de 295 coisas. O que sobra, vale seu tempo — um deep dive, três quick finds e uma seção radar de tendências em formação que valem acompanhar.
"Não me importa se foi trending. Me importa se mudou o que você pode fazer amanhã."
A AYA opera por um conjunto fixo de princípios. Eles definem o que entra na edição e o que fica de fora. Não são preferências fracas — são guardrails estruturais embutidos no pipeline.
Toda história que a AYA considera passa pela mesma sequência de 5 steps. Se falha em qualquer step, sai — sem override, sem "interessante o suficiente pra incluir mesmo assim". Essa é a parte que a maioria das newsletters não tem, e é por isso que a edição fica enxuta.
Step 1 — AI Gate. A história precisa ter ângulo de IA substantivo. Não é "tem AI no título". É ângulo de verdade.
Step 2 — Critérios. Precisa passar em 2 de 3 testes: acionável pro leitor, indicador de mercado relevante, ou afeta workflows diretamente.
Step 3 — Anti-signal scan. Sinaliza e corta conteúdo reciclado, genérico ou anti-pattern (funding sem implicação de produto, etc.).
Step 4 — Ranking. Z-score de tração + recency decay + peso editorial. Aqui é onde a tração finalmente entra — como tiebreaker, não como gate.
Step 5 — Teste de completude. "Sabia que agora dá pra...?" Se a AYA não consegue terminar essa frase com uma capability específica e afiada, a história não pertence.
A maioria das newsletters de IA bebe do mesmo lago — US-centric, Valley-first. O mix de fontes da AYA é deliberadamente diferente. Perspectiva global não é feature. É o default.
Eu queria um tech briefing que eu realmente lesse — algo com julgamento editorial, não só uma lista de links. A maioria das newsletters de IA falha nesse bar porque otimiza pra engagement, não pra relevância. Então construí a minha.
A AYA é o resultado. Ela é um experimento de até onde dá pra empurrar AI tooling quando é embrulhado em product thinking — linha editorial clara, framework versionado, feedback loop real, retrospectives estruturadas. O stack é todo open source. A parte interessante não é a tech — é o processo de tratar um output de IA como produto e iterar em cima.
Se você se importa com IA como ferramenta pra ganhar leverage (não só como tópico pra ler sobre), provavelmente é pra você.
Toda edição é produzida end-to-end sem intervenção manual. A única decisão humana está no framework em si — que é versionado, testado e publicado.
Comece a ler os field reports dela toda manhã às 8h BRT.
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